Indígenas discutem criação da Secretaria de Assuntos Indígenas de Novo Ayrão
Publicado 31 de julho de 2013 | Por Mario Dantas FONTE: BLOG DA FLORESTA
No próximo sábado (3), às 8h, na Câmara Municipal de Novo Ayrão (a 115 quilômetros de Manaus), as comunidades indígenas da localidade estarão reunidas na Assembleia Geral do Instituto Indígena Maku Itá (nômade, na língua Baré), para discutir a criação da Secretaria de Assuntos Indígenas de Novo Ayrão. A iniciativa é do próprio instituto e da prefeitura local, com apoio do Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado para os Povos Indígenas (Seind).
A assembleia começa na sexta-feira (2), com a escolha dos integrantes da primeira Coordenação do Núcleo de Educação Escolar Indígena de Novo Airão, cuja primeira ação está prevista para o segundo semestre de agosto, com uma visita às comunidades para realizar um censo escolar de educação indígena diferenciada.
Em dezembro de 2012, a prefeita de Novo Ayrão, Lindinalva Ferreira Silva (PT), foi recebida na Seind pelo titular da secretaria, Bonifácio José Baniwa, para uma conversa preliminar sobre algumas ações que podem beneficiar os indígenas que vivem no município. A principal delas é o resgate cultural.
O Instituto Maku Itá foi criado em 2005, com o objetivo de defender os direitos, o patrimônio cultural e os conhecimentos tradicionais dos povos indígenas, além de promover o desenvolvimento socioeconômico e o combate à pobreza.
A entidade é presidida pelo tuxaua Anacleto Costa, do povo Baré, e representa a voz de cinco comunidades indígenas, de povos como Baniwa, Kambeba, Sateré-Mawé, Tukano, Baré e Dessano.
Alguns desses indígenas foram destaques no futsal da segunda edição do Abril Cultural Indígena – evento organizado pela Seind e parceiros, por meio do Comitê Gestor de Atuação Integrada entre o Governo do Amazonas e a Fundação Nacional do Índio (Funal) –, no ano passado, com o título no masculino e a segunda colocação no feminino.

Nenhum comentário:
Postar um comentário
a Terra das Cachoeiras é um município rico, podemos converter essa riqueza para a qualidade de vida dos cidadãos